Vc, ele e o Facebook!

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Albert Nobbs… Ser ou não ser.

Ok. Ela tentou. Deu o melhor de si, mas foi justamente no ano em que Merly Streep fez a Dama de Ferro. Aí ficou difícil para Glenn. Muitos dizem que o ponto é que Merly parece não fazer força para atuar e Glenn parece estar suando em bicas para fazer bonito. Independente do grau de esforço de cada intérprete, são dois belíssimos filmes e duas grandes atuações.

Se o trabalho de Glenn destaca-se a ponto de ser maior que o filme, seu personagem, Albert Nobbs supera o fio condutor da história. Ele é a história. Suas reações diante da passagem de fatos e o mais importante sua falta de reação.

Pra mim este filme é quase uma fábula. Tem toda uma moral da história que pode mudar de espectador para espectador. Até que ponto temos que ser outra coisa, para podermos ser perante aos outros? Até que ponto essa simulação nos afasta de nós mesmos? Até que ponto pode-se ir com essa máscara sem esquecer o próprio rosto?

A história da mulher que se disfarça de homem por trinta anos e acaba perdendo sua identidade não é datada. Quantos de nós não fazem isso nos dias de hoje? No caso da personagem de Glenn, existe uma alienação da vida. Ela não é homossexual, ela é assexuada e ter uma esposa é apenas mais uma parte da encenação perfeita, tal é a dissociação da pessoa com seu corpo; tal é dissociação da pessoa com o sexo que representa. Ser homem é apenas um papel sem real valor para a alma daquela mulher a não ser o valor da defesa.

A história se passa no final do século XIX e podemos dizer que é contemporânea de nosso baixinho pervertido favorito – Freud! Como ele mesmo disse que seria mal compreendido e que suas teorias poderiam ser mal interpretadas, vamos voltar a Inveja do pênis. Albert Nobbs é um clássico exemplo disso. A personagem não é homossexual, não quer ter um falo e sim a proteção de pertencer a casta masculina numa sociedade machista.

Estamos no começo do século XXI e acredito, como já disse antes, que a inveja do pênis está obsoleta, mas a necessidade de máscaras para confrontar o meio não. Todos falam que hoje as mulheres podem mais. Um fato claro é que hoje as mulheres fazem mais. Muito mais. O que me leva a crer que estamos passando por uma apropriação do pênis. Não queremos ser homens mas em muitos momentos nos portamos como eles, ou tentamos. O outro lado da moeda tambem é verdadeiro. A mística masculina está escorrendo da parede e a feminina também. Se ainda vão sobrar camadas de tinta só o tempo dirá.

É isso. Se joguem que a vida é curta.

Agradecida

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Dia da Mulher!

Queridas amigas, colegas e companheiras de luta. Hoje é o nosso dia! Sendo assim, amanhã não é mais? E ontem também não foi?

Já perceberam que os excluídos sempre ganham um dia? Dia da consciência negra, do Holocausto, do índio e por aí vai. Ok. Eu gosto muito de ir a um restaurante e receber um drink cor de rosa “de grátis” porque eu tenho ovários, assim como adoro receber mil e-mails com rosas dizendo que mulher é tudo na vida, mas se é pra agradar mesmo eu deveria ter o direito de escolher o brinde. Pelo menos o layout. E a pobre coitada da mulher que não gosta de cor de rosa? Está perdida no dia de hoje.

Por isso acho que esses dias são até legais, mas preconceituosos. Todo dia é o meu dia. Todo dia é o seu dia. É o nosso dia.

Se bem que o dia internacional da mulher, assim como nosso direito a voto não tem nem cem anos. E, não nasceu para paparicar as mulheres e sim como um protesto contra as más condições de trabalho de operárias. Então, agradeçam as trabalhadoras russas e a revolução industrial por essa data e depois agradeçam também as feministas da década de 60, que leram a Mística feminina da maravilhosa Betty Friedan e, ressucitaram o “nosso” dia.

O que vejo hoje é que o que era um símbolo de luta feminina por igualdade de direitos se diluiu no mundo das mensagens e presentinhos cor de rosa. Oito de março é o dia para lembrarmos das antigas batalhas que deram as conquistas de hoje.

Não fique seduzida pela nécessaire pink!

Lembre que existem mulheres no mundo que ainda não votam. Ainda não têm direito sobre o próprio corpo. Ainda não ganham o mesmo salário que o colega homem, ainda não podem estudar ou mesmo ter uma simples carteira de motorista.

Pode ser que no seu porto seguro tudo esteja bem, mas para muitas colegas e companheiras não está.

Adoraria que todo o dinheiro e tempo gastos em “mimos” fosse dirigido para um fundo, acho que sairíamos ganhando.

A força feminina é uma mola propulsora e sempre foi. Estamos em todo lugar e em tudo. Vivemos um momento de grande transição e adaptação e acho que estamos nos saindo muito bem, mas podemos fazer melhor se entendermos que não temos que fazer tudo.

Não vou dar parabéns hoje, porque parabenizo vocês todos os dias.

É isso
Se joguem que a vida é curta.
Agradecida

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Homem com filhos!

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ôÔÔô… O carnaval não acabou!

O pau está comendo no Oriente médio! E não falo isso com duplo sentido, não tem nada de gostosinho no que está acontecendo na Síria! Se é verdade o que os especialistas dizem sobre Assad permanecer mais 6 meses no governo, os civis da Síria estão literalmente ferrados. Aliás, não vai sobrar país pra governar. No Egito os faraós devem estar se debatendo nas tumbas diante de tanta insubordinação da plebe. Líbano em cima do muro, afinal tomar lados é um grande impasse e geralmente o dedo é podre e as escolhas também e, não vou nem entrar em Israel, porque a bagaça já está de bom tamanho.

No nosso maravilhoso e pseudo oásis político: Brasil, o povo está mais preocupado com o dinheiro que gastou na compra do abadá do que com as reinvindicações gerais. O salário da galera que salva sua vida e protege a sua cidade que se dane. É Carnaval minha gente! Deixa os caras continuarem ganhando mal – não é o que a maioria pensa? Eu não concordo muito afinal, eu não nunca, jamais em tempo algum me meteria em um incêndio ou enfrentaria um marginal por um singelo piso salarial que flutua no valor de 1,100 reais! E você? Encarava? Daí se o caras fazem treta e tiram por fora, viram judas em sábado de aleluia. Vamos malhar! Polícia não presta, não é mesmo? Também ganhando essa merreca, vocês queriam o que? A SWAT? Mas pra que pensar nisso? É Carnaval!

Se a nova ministra de políticas para as mulheres é feminista e vai ter que segurar a boca sobre o assunto aborto, que se dane. Afinal de contas, ser feminista é uma coisa, seguir ordens do governo outra. A mulherada que continue morrendo em abortos clandestinos. Se o corpo da mulher, nesse momento de sua vida, é do governo, então deve ser sempre. De hoje em diante vou mandar a conta da manicure para Brasília, a mão não é minha é deles. Fala sério! Mas é Carnaval! E mesmo que eu diga: DE-SA-PE-GA do Carnaval! Ninguém vai fazer isso, certo?

Todo mundo está preocupado com a festa, o tri elétrico, o feriado prolongado, a cerveja que vão tomar, o churrasco cheio de gordura que vai entupir as veias, a pegação que os festejos de Momo propiciam e o resto que se dane! E o que me irrita é que dá muito bem para pagar os caras e ter Carnaval com segurança e gente mais feliz trabalhando e mais disposta a ser um bom profissional. É só alguém deixar de desviar uma verba, é só a politicada não ter aumento ou verba extra para acupuntura, é só usar o imposto que eu pago para o que realmente é devido. Gente! 3,500 reais é bem justo para a função de policial. Aliás, segurança, educação e saúde deviam ser as prioridades e não a ˆ%$#@ do Carnaval!

É isso.
Se joguem que a vida é curta.

Agradecida

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Como se livrar da TPM!

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Mulher Traída

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Mulheres Ricas? Ai! Que absurdo!

Colegas, amigas e companheiras de luta a estréia ontem do programa Mulheres ricas na emissora do esporte, causou o maior bafafá! É babado gente. Muitos criticaram: que absurdo – tanta gente passando fome no mundo – um país cheio de analfabetos – crise na Europa e essa mulherada usando nota de $ 100 como guardanapo! O que é isso?

Na boa minha queridas, não vamos ser hipócritas, todo mundo gosta de um agrado e um luxo. Se fossem um bando de homens ricos mostrando os carros, jatos, iates e promovendo festas Bunga Bunga, será que o bafafá seria o mesmo?

Políticos roubam descaradamente todos os dias, Celebridades esbanjam sempre que podem e ninguém fica escandalizado. O escandâlo aqui é a exposição a que as fofoletas se propuseram a encarar. É pedir para ser achicalhada ou sequestrada. Ou seja, tem que ter coragem, falta de noção ou um grande senso de oportunidade para entrar nessa.

Se estão todos achando que elas são fúteis e vazias, eu cá já acho que de burras elas não têm nada. Este tipo de programa, justamente por sua falta de conteúdo profundo, mas carregado de energia voyeur é um prato cheio para uma população que está indo para o décimo segundo BBB, ama Pânico sem falar nos outros programas cuja qualidade também é duvidosa.

Na boa quem vê a casa mais famosa do Brasil, vai acabar vendo a casa mais rica também. Televisão aberta é fábrica de salsicha, minha amigas. Você quer cultura? Existem outras opções. Mulheres ricas tem cara de bolsa Hermès, mas é sacolinha da Renner. Ai! Que delícia! E quanto mais se fala mal do programa, mais se fala e mais se promove a audiência das fofoletas. O comercial da emissora deve estar muito feliz e preparando a segunda temporada.

Afinal, mulher hoje em dia é um grande negócio. Ou vocês acham que esse programa surgiu por crença artística? Consumimos mais do que a renda do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China pra quem não sabe), minhas amigas. E é claro, que o universo capitalista quer que consumamos mais. Em termo mercadológicos, mulher sempre foi ou produto ou consumidora em potencial, mesmo na época em que o dinheiro era do marido. O poder de influenciar sempre foi levado em conta. Então, Mulheres ricas pode ser “obsceno”, mas vende! E qual mulher nunca fez shopping terapia?

Então, não se assustem se daqui a umas semanas vocês depararem com clones das ricas. Por isso eu aconselho: desapega da clonagem! Vejam pra se divertir ou ignorem.

Devo confessar que mesmo não concordando com as verdades das amigas finas, ou da proposta conceitual da atração, minha alma feminista fica feliz por um único motivo: Adoro a idéia de um programa cujo nome é Mulheres ricas!

Só espero que elas entendam o X da questão e não fiquem de bobas da corte.

É isso.
Se joguem que a vida é curta.
Agradecida.

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Eles só pensam naquilo!

Recentemente um fato me chamou mais do atenção, me indignou, o caso da menina Naama Margolese. Moradora da cidade de Beit Shemesh, judia religiosa, com 8 aninhos de idade e estudante de uma escola também religiosa – ela foi atacada por Haredins (judeus ultraortodoxos – conhecidos como puristas do judaísmo) por estar vestida de maneira imodesta.

Pra quem não sabe o judeu religioso, como alguns fiéis de outras religiões, é recatado e cobre braços e pernas, logo essa criança se veste com mangas compridas e saias igualmente compridas. Logo, ainda não entendi o que há de imodesto na roupa dela. Esse caso parou Israel e virou motivo de protesto o que me deixa mais aliviada. Só que o revide da população local, não elimina este tipo de comportamento, que aliás, não é privilégio dos judeus ou muçulmanos é um preconceito e radicalismo doentio de qualquer ser humano que abrace uma religião de forma fundamentalista.

Minha queridas amigas, colegas e companheiras de luta por que será que o corpo feminino é um tema tão importante para os ultra religiosos? Homens enfiam a cara em peitos desde recém nascidos, não deveriam achar isso a coisa mais natural do mundo? Bunda todo mundo tem uma e se você não é homem, claro que tem vagina e não pênis. O que isso tem demais? Corpo é corpo. A maldade não está numa perna ou colo e sim na sua cabeça.

Por isso não entendo mesmo os extremistas de qualquer religião. Eles não deveriam ser pessoas mais espiritualizadas? Como podem ficar descontrolados por um calcanhar? Que tipo de controle eles têm? Nenhum? E religiosidade? Me parece que eles vivem com tanto medo de pensar no pecado que acabam pensando pecaminosamente o tempo todo, porque só um pessoa que está com a transgressão na cabeça pode olhar para a menina da foto acima e, achar que ela está indecente e insinuante. Fato que, além de tudo, beira na pedofilia, porque uma criança não deveria sucitar este tipo de pensamento em homens adultos. Aliás, o religioso, a priori, deveria buscar o auto conhecimento. Evitar situações de pecado é uma coisa; agredir, dissociar e segregar é outra.

Vejam, que o desejo de aprisionar o corpo feminino numa tentativa de controlar o seu próprio corpo não é novidade na ala masculina fundamentalista. O que essas criaturas não entendem é que o maior e mais provocante orgão sexual é o cerébro. Quanto mais se cobre e mais se proíbe a existência plena do corpo mais damos espaços para as fantasias e perversões da alma. O desconhecido ou vetado ganha um peso e um poder que originalmente não tem. Se torna não só motivo de desejo e especulação como se torna a influência maléfica, o disparador do pecado e o culpado pela “fraqueza” cometida. Novamente é só corpo.

Eu acho que os fofoletos em questão deveriam desapegar do corpinho feminino e suas possíveis e “terríveis” consequências (Socorro!) e começar a pensar em Deus de verdade. Aliás, o Todo Poderoso nos criou nus. Roupa é invenção nossa!

É isso. Se joguem que a vida é curta.

Agradecida.

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Tapa no bofe!

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