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Amor Eterno?

Amor eterno…

Amigas, colegas e companheiras de luta vamos refletir sobre o amor eterno?

Se nem o nosso corpinho hidratado é eterno, porque o amor que temos ou que recebemos de um bofe tem que ser? Por que temos esse desejo de eternizar os momentos e as situações? Que apego é esse? Que necessidade absoluta é essa de ter certeza do afeto de alguém? Lamento informar, mas não existe tal coisa como: ”Felizes para sempre”. Esse pensamento é muito raso e demodê.

Não vou mandar a frase clichê, mas lindíssima do poeta: que seja eterno enquanto dure, por que nada é eterno. Nada! O que acontece é que, às vezes, temos momentos tão maravilhosos em nossas vidas que o nosso desejo seria de que aquela sensação durasse para sempre. Só que não dura. Momento eterno é fotografia! Se existe algo próximo do eterno é a lembrança inspiradora de um momento de real plenitude.

Veja que somos seres mutantes em perpétua transformação. Sendo assim, nossos relacionamentos também estão em trânsito. O amor devia ser intenso enquanto durasse, devia fazer de nós pessoas melhores enquanto durasse (claro, se o bofe não vem pra agregar: DE.SA.PE.GA!), e mudasse com a gente enquanto durasse.

Eu entendo que a sensação do enamoramento é arrebatadora! Nada como olhar para um homem e sentir o coração acelerar, o ar faltar, as pernas tremerem, a boca secar, as palavras se misturarem, nada como ter uma crise de síndrome do pânico por amor! É uma delícia, eu sei! Mas esse estopim é o começo, sentimento se transforma, não dá pra congelar um estágio. Amor nasce, cresce, corre, brinca de pique-esconde, cai de paraquédas, vira porto seguro, morre, incorpora em médium para dar oi e renasce.

Ser uma criatura mutante e querer cristalizar um sentimento deixando-o imutável – não tem lógica! A não ser que você queira ir para a casa do capeta com o bofe, tal qual Francesca e Paolo no inferno de Dante (É babado! Eles eram cunhados e amantes, foram mortos pelo marido da fofa e acabaram indo para o círculo da luxúria – grudadinhos para toda eternidade), a não ser que você queria isso, eu aconselho: DE.SA.PE.GA! Desapega dessa coisa de amor eterno/metade da laranja/tampa da panela. Não há nada mais efêmero do que o eterno e nada mais eterno do que o efêmero. O que se repete em nossa vida e que dá colorido à ela é, justamente, a inconstância em que vivemos.

Minhas amigas, colegas e companheiras de luta, que o amor, na vida de vocês, não seja eterno nem enquanto dure, que apenas seja… E vai por mim que só o seja já está de bom tamanho!

Se joguem porque a vida é curta.

Agradecida

4 Comentários

  1. gabi
    Publicado dezembro 28, 2011 em 8:04 pm | Permalink

    você é demais!! sério!!!

  2. luciana botelho
    Publicado dezembro 30, 2011 em 1:52 am | Permalink

    Caraca amiga, vc é foda em assuntos masculinos e femininos…caramba viu!! amei!!

  3. Publicado dezembro 30, 2011 em 2:55 pm | Permalink

    Muito boa análise. Concordo com vc em número, gênero e grau. Nada é Eterno!! Temos que ser autosuficientes para entender quando algo se acaba. Mulheres mais fortes e resolvidas, sem aquela utopia de “Principe Encantado”.

  4. suzana
    Publicado janeiro 26, 2012 em 3:58 pm | Permalink

    a mei amiga tudo vc falo eu quero mais opiniao de namorado como que e u fazo para achar um amor perveito para mim ?

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