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Eles só pensam naquilo!

Recentemente um fato me chamou mais do atenção, me indignou, o caso da menina Naama Margolese. Moradora da cidade de Beit Shemesh, judia religiosa, com 8 aninhos de idade e estudante de uma escola também religiosa – ela foi atacada por Haredins (judeus ultraortodoxos – conhecidos como puristas do judaísmo) por estar vestida de maneira imodesta.

Pra quem não sabe o judeu religioso, como alguns fiéis de outras religiões, é recatado e cobre braços e pernas, logo essa criança se veste com mangas compridas e saias igualmente compridas. Logo, ainda não entendi o que há de imodesto na roupa dela. Esse caso parou Israel e virou motivo de protesto o que me deixa mais aliviada. Só que o revide da população local, não elimina este tipo de comportamento, que aliás, não é privilégio dos judeus ou muçulmanos é um preconceito e radicalismo doentio de qualquer ser humano que abrace uma religião de forma fundamentalista.

Minha queridas amigas, colegas e companheiras de luta por que será que o corpo feminino é um tema tão importante para os ultra religiosos? Homens enfiam a cara em peitos desde recém nascidos, não deveriam achar isso a coisa mais natural do mundo? Bunda todo mundo tem uma e se você não é homem, claro que tem vagina e não pênis. O que isso tem demais? Corpo é corpo. A maldade não está numa perna ou colo e sim na sua cabeça.

Por isso não entendo mesmo os extremistas de qualquer religião. Eles não deveriam ser pessoas mais espiritualizadas? Como podem ficar descontrolados por um calcanhar? Que tipo de controle eles têm? Nenhum? E religiosidade? Me parece que eles vivem com tanto medo de pensar no pecado que acabam pensando pecaminosamente o tempo todo, porque só um pessoa que está com a transgressão na cabeça pode olhar para a menina da foto acima e, achar que ela está indecente e insinuante. Fato que, além de tudo, beira na pedofilia, porque uma criança não deveria sucitar este tipo de pensamento em homens adultos. Aliás, o religioso, a priori, deveria buscar o auto conhecimento. Evitar situações de pecado é uma coisa; agredir, dissociar e segregar é outra.

Vejam, que o desejo de aprisionar o corpo feminino numa tentativa de controlar o seu próprio corpo não é novidade na ala masculina fundamentalista. O que essas criaturas não entendem é que o maior e mais provocante orgão sexual é o cerébro. Quanto mais se cobre e mais se proíbe a existência plena do corpo mais damos espaços para as fantasias e perversões da alma. O desconhecido ou vetado ganha um peso e um poder que originalmente não tem. Se torna não só motivo de desejo e especulação como se torna a influência maléfica, o disparador do pecado e o culpado pela “fraqueza” cometida. Novamente é só corpo.

Eu acho que os fofoletos em questão deveriam desapegar do corpinho feminino e suas possíveis e “terríveis” consequências (Socorro!) e começar a pensar em Deus de verdade. Aliás, o Todo Poderoso nos criou nus. Roupa é invenção nossa!

É isso. Se joguem que a vida é curta.

Agradecida.

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