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Mulheres Ricas? Ai! Que absurdo!

Colegas, amigas e companheiras de luta a estréia ontem do programa Mulheres ricas na emissora do esporte, causou o maior bafafá! É babado gente. Muitos criticaram: que absurdo – tanta gente passando fome no mundo – um país cheio de analfabetos – crise na Europa e essa mulherada usando nota de $ 100 como guardanapo! O que é isso?

Na boa minha queridas, não vamos ser hipócritas, todo mundo gosta de um agrado e um luxo. Se fossem um bando de homens ricos mostrando os carros, jatos, iates e promovendo festas Bunga Bunga, será que o bafafá seria o mesmo?

Políticos roubam descaradamente todos os dias, Celebridades esbanjam sempre que podem e ninguém fica escandalizado. O escandâlo aqui é a exposição a que as fofoletas se propuseram a encarar. É pedir para ser achicalhada ou sequestrada. Ou seja, tem que ter coragem, falta de noção ou um grande senso de oportunidade para entrar nessa.

Se estão todos achando que elas são fúteis e vazias, eu cá já acho que de burras elas não têm nada. Este tipo de programa, justamente por sua falta de conteúdo profundo, mas carregado de energia voyeur é um prato cheio para uma população que está indo para o décimo segundo BBB, ama Pânico sem falar nos outros programas cuja qualidade também é duvidosa.

Na boa quem vê a casa mais famosa do Brasil, vai acabar vendo a casa mais rica também. Televisão aberta é fábrica de salsicha, minha amigas. Você quer cultura? Existem outras opções. Mulheres ricas tem cara de bolsa Hermès, mas é sacolinha da Renner. Ai! Que delícia! E quanto mais se fala mal do programa, mais se fala e mais se promove a audiência das fofoletas. O comercial da emissora deve estar muito feliz e preparando a segunda temporada.

Afinal, mulher hoje em dia é um grande negócio. Ou vocês acham que esse programa surgiu por crença artística? Consumimos mais do que a renda do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China pra quem não sabe), minhas amigas. E é claro, que o universo capitalista quer que consumamos mais. Em termo mercadológicos, mulher sempre foi ou produto ou consumidora em potencial, mesmo na época em que o dinheiro era do marido. O poder de influenciar sempre foi levado em conta. Então, Mulheres ricas pode ser “obsceno”, mas vende! E qual mulher nunca fez shopping terapia?

Então, não se assustem se daqui a umas semanas vocês depararem com clones das ricas. Por isso eu aconselho: desapega da clonagem! Vejam pra se divertir ou ignorem.

Devo confessar que mesmo não concordando com as verdades das amigas finas, ou da proposta conceitual da atração, minha alma feminista fica feliz por um único motivo: Adoro a idéia de um programa cujo nome é Mulheres ricas!

Só espero que elas entendam o X da questão e não fiquem de bobas da corte.

É isso.
Se joguem que a vida é curta.
Agradecida.

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